quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O que define o Luxo?

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Basicamente, mas bem basicamente mesmo, luxo é aquilo que é raro, não necessariamente o que é caro.
E raros hoje em dia não são apenas uma pedra preciosa X ou um carro Y.
Silêncio, para muita gente, tornou-se artigo de luxo. ...
Tempo é luxo.
Assim como café no bule, fogão à lenha, cheiro de mato e pessoas de alma bonita.
Mudança de Manejo Eleva Lucro do Leite

- Em 24 hectares de pasto, com 17 vacas, o produtor José Carlos Gomes de Almeida, de Salto de Pirapora, região de Sorocaba (SP), produzia 100 litros diários de leite. A renda bruta mensal, de R$ 2.200, só dava para manter o rebanho e quase não sobrava para as despesas da família. O criador já pensava em vender a propriedade, quando foi convidado a assistir a uma palestra sobre produção intensiva de leite.

Entusiasmado, buscou a assessoria de um agrônomo e mudou radicalmente o sistema de produção. Hoje, ele serve de inspiração para dezenas de outros pequenos produtores. Com o mesmo plantel, em 2 hectares de pasto tratado, em sistema de rotação, Almeida produz o dobro - 200 litros diários - e, o que é melhor, a um custo menor. O produtor passou a tratar o pasto como cultura, com adubação regular, reduziu o consumo de ração e investiu na genética. Também adotou a ordenha mecânica e passou a usar melhor a capacidade do resfriador. Com o dobro de renda, já pensa em ampliar o plantel. "Vamos passar a mil litros por dia."

Almeida e os filhos contam que o primeiro passo foi selecionar as vacas que podiam ser usadas no trabalho genético. São fêmeas girolandas que serão trabalhadas em cruzamento genético com machos da raça jérsei. "São animais leiteiros, mas a jérsei tem porte baixo e passa essa característica para a holandesa", diz. "Um animal menor come menos." Com rotação de pastagem, mais o melhoramento genético, os Almeidas reduziram em 50% o gasto com a alimentação em seis meses. "Gastava R$ 1.200 por mês de ração e hoje gasto R$ 600", diz o pai.

O criador Paroni conseguiu o mesmo resultado em sete meses. Na década de 90, ele criava gado de elite da raça simental para exposição e venda de material genético. Em 2000, decidiu cultivar banana. "A produção ia bem, mas havia concorrência muito forte em preço da banana do Vale do Ribeira."

Em 2009, o produtor mandou arrancar o bananal e plantou o capim tifton em 21 mil metros quadrados. A área foi dividida em 30 piquetes. No inverno, ele enriqueceu a pastagem semeando aveia e azevém. A área foi irrigada. Paroni começou a produzir leite em fevereiro, com oito vacas. Ao ver que os resultados apareciam, aumentou para 24 vacas o plantel, 13 em lactação. "Comecei tirando de 60 a 70 litros por dia, hoje estou com 180 litros, e quero chegar a mil litros/dia."

José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Casas e Residências nas Fazendas e Sítios

Uma propriedade rural, como uma fazenda ou sítio, além de ser um local de produção agropecuária, costuma ser o local de moradia de muitos funcionários e do proprietário rural. Quando o produtor não reside na sua propriedade, no mínimo, possui uma casa dentro de suas terras para poder passar algum tempo por lá, quando necessário. Além disso, existe o fator lazer, ou seja: seu sítio ou fazenda também é um local de lazer para o proprietário rural e sua família.

As casas em fazendas e sítios são, de um modo geral, construídas de maneira a atender as necessidades específicas de seus proprietários, levando-se em conta alguns importantes fatores como:

- a casa é uma residência fixa (se o proprietário realmente mora no imóvel);
- a casa é utilizada regularmente, pois o produtor dela necessita por alguns dias, todas as semanas;
- a casa é apenas utilizada esporadicamente, como "casa de campo";
- a região onde se encontra a propriedade (estilo arquitetônico predominante na região);
- clima (se é muito chuvoso, frio, quente, com grandes variações de temperatura, etc.);
- construção de áreas de lazer (piscinas, quadras de esportes, etc.).

Aspectos da construção

Dependendo da região ou do gosto do proprietário, a casa rural pode ser construída de acordo com os padrões arquitetônicos predominantes na região como, por exemplo, casas em estilo colonial brasileiro (comum nos estados de MG e SP), estilo imperial brasileiro (encontrado principalmente no estado do Rio de Janeiro), "country" (estilo rural dos Estados Unidos, utilizado no interior do estado de São Paulo e região Centro-Oeste), construções normandas (muito utilizadas nos estados do Sul do Brasil e em regiões serranas),etc.

Além do estilo de construção, as características climáticas devem ser fator de grande influência na construção. Isto afeta as construções na medida em que são instaladas lareiras nas casas que ficam em regiões mais frias ou com inverno mais rigoroso, forros isolantes, para conter o excesso de calor em regiões com grande incidência de sol e calor, além de aproveitamentos mais práticos, como a instalação de painéis solares, para o aquecimento de água, etc. Além disso, a construção do telhado deverá ser feito de acordo com a incidência de chuvas, neve (no Sul do Brasil), e ventos fortes.

Um fator muito importante nas construções é a sua interação com o ambiente, no aspecto paisagístico e funcional. No aspecto funcional podemos citar a utilização de poços artesianos para o suprimento de água da casa ou a construção de sistemas de bombeamento da água de minas próximas, se for o caso.

Casas de funcionários

Este é um tópico muito importante pois, na maioria dos casos, existem funcionários que moram na fazenda ou sítio. As construções devem ser feitas utilizando-se os mesmos critérios de funcionalidade (aproveitamento dos recursos naturais) e levando-se em conta o clima da região. De uma forma geral, a construção deverá visar o conforto dos funcionários e suas famílias.

O conforto nas casas dos funcionários não deve ser confundido com luxo, porém devemos dar as melhores condições de habitação, para que estes estejam sempre motivados e gostem da vida no local.

autor: redação RuralNews - www.ruralnews.com.br

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Serra da Mantiqueira

A Serra da Mantiqueira tem seu nome originado do 'Amantikir' e significa "montanha que chora".
Trata-se de uma formação geológica datada da era Arqueozóica que compreende um maciço rochoso que possui grande área de terras altas, entre mil e quase três mil metros de altitude, ao longo das divisas dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro sendo o Rio de Janeiro o único estado a abrigar uma reserva florestal federal, como o Parque Nacional do Itatiaia.
Apenas 10% da serra é circunscrita nas terras fluminenses, onde exatamente se localiza o parque. 30% da serra está localizada no estado de São Paulo e 60% está localizada no estado de Minas Gerais, onde possui a sua maior porção (provém da região onde está o município de Barbacena-MG e de lá inclina-se para o sudoeste até se encontrar com as fronteiras com o Rio de Janeiro e logo após, com São Paulo, onde torna-se uma fronteira natural com o estado de Minas Gerais até as mediações finais de Joanópolis-SP e Extrema-MG e, por fim, esta termina na cidade de Bragança Paulista-SP.
A capital mais próxima da Serra da Mantiqueira é São Paulo, justamente por estar a 90 quilômetros da primeira cidade situada na Serra da Mantiqueira, Bragança Paulista-SP, a segunda é Belo Horizonte que está situada a 170 quilômetros da primeira cidade onde a Serra da Mantiqueira está situada: Barbacena-MG e a terceira é o Rio de Janeiro que se localiza a 198 quilômetros do mais próximo povoado na Serra da Mantiqueira Visconde de Mauá, Distrito do Município de Resende-RJ.

Localização e Extensão

O maciço da Serra da Mantiqueira possui aproximadamente 500 km de extensão e se inicia próximo à cidade paulista de Bragança Paulista e segue para o leste delineando as divisas dos três estados brasileiros até a região do Parque Nacional do Itatiaia onde adentra Minas Gerais até a cidade de Barbacena.
Seu ponto culminante é a Pedra da Mina com 2.798 m na divisa entre São Paulo e Minas Gerais e seu ponto de transposição mais baixa é a Garganta do Embaú por onde passaram os bandeirantes durantes suas incursões ao interior do Brasil.

Nome

O nome Mantiqueira se origina de uma transcrição do tupi para “Montanha que Chora”, devido à grande quantidade de nascentes, cachoeiras e riachos vistos em suas encostas.
O nome dá uma idéia da grande importância da serra como fonte de água potável formação de rios que abastecem um grande número de cidades do Sudeste brasileiro.
Seus riachos formam o Rio Jaguary, responsável pelo abastecimento da região norte da Grande Rio de Janeiro, o Rio Paraíba do Sul que corta uma região densamente habitada e altamente industrializada no eixo Rio-SP, o Rio Grande que é parte integrante do maior complexo hidroelétrico do país.
Nos planaltos ao norte da Serra que adentram ao terrritório de Minas Gerais estão localizadas as fontes de águas minerais em Caxambu, São Lourenço, Passa-Quatro, Pouso Alto e Poços de Caldas.
Em sua face sul temos as fontes de Águas da Prata, localizadas na Serra do Cervo, em sua grande parte Resende e Itatiaia.

Altitudes

A região da Serra da Mantiqueira tem altitudes média de 1.200 a 2.800 metros. A serra é popular por prática de alpinismo por ter picos elevados, e o rally, e durante o inverno por ser a estacão seca aumente a procura desse esporte na serra.

Picos mais altos da Serra da Mantiqueira


* Pedra da Mina : 2.798,39 metros
* Pico das Agulhas Negras : 2.792,66 metros
* Pico dos Três Estados : 2.665 metros
* Pico dos Marins : 2.422 metros

Localidades mais elevadas da Serra da Mantiqueira


* Campos do Jordão-SP : 1.650 metros
* Monte Verde-MG : 1.555,50 metros
* Senador Amaral-MG : 1.500 metros

Clima

Devido à altitude, o inverno na Serra da Mantiqueira tem temperaturas baixas, com a ocorrência da névoa no começo da manhã e geada frequentes, dando à paisagem a aparência das regiões de clima frio. É comum os termômetro registrarem temperaturas chegando perto de 0ºC ou menos, com ocasionais nevascas.

Nos picos mais elevados da serra o frio pode ser mais intenso e as temperaturas podem cair para -10ºC, sendo que a menor temperatura já registrada da Serra da Mantiqueira foi de -11,2ºC no Pico das Agulhas Negras. Há registros de raras precipitacões de neve em picos.

Ecossistema

A Serra da Mantiqueira integra o ecossistema da mata Atlântica e mata de araucárias, apresentando manchas remanecentes dessas matas bem como campos de altitude em seus picos mais elevados. Aliado a isso, uma vasta fauna nativa ainda pode ser encontrada nela, da qual podemos citar: veado campeiro, lobo-guará, onça parda, cachorro-vinagre, jaguatirica, paca, bugio, macaco sauá, mono, tucano, esquilo e ouriço-caixeiro.